Minas Pela Paz

O Instituto Minas Pela Paz foi criado em 2007, pelos presidentes das empresas que integravam o conselho estratégico da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) – Algar, AngloGold Ashanti, ArcelorMittal, Cedro Têxtil, Cenibra, Fiat, Gerdau, Samarco, Sistema Fiemg, Usiminas e Vallourec. O objetivo do Instituto é o de contribuir para a melhoria do ambiente de desenvolvimento do Estado. Quando foi criado, o Instituto priorizou ações de apoio à melhoria da educação e da segurança pública. A missão do Instituto é promover a cultura de paz, por meio da inclusão social, tendo em vista a transformação na vida de pessoas socialmente vulneráveis.
Segundo Liliane Lana, os problemas sociais observados pelo Instituto são tão complexos, que dificilmente serão enfrentados isoladamente. “Entendemos que, ainda que seja desafiador, o nosso modus operandi passa pelo desafio de somar esforços, convergir interesses, definir responsabilidades de um grupo em prol de um resultado comum”. A intersetorialidade faz parte do DNA do Instituto Minas pela Paz, que se considera essencialmente articulador, buscando sempre organizações que possuam os mesmos valores e compartilham dos mesmos sonhos.
Na prática, o Instituto é uma organização do Terceiro Setor, financiada e gerida com o apoio do Segundo Setor, que atua em estreita parceria com o Primeiro Setor. Em cada estudo de projeto, quando são levantadas as necessidades, são verificados os atores essenciais para sua viabilização. A partir daí as propostas são apresentadas, com os resultados esperados, para alinhar expectativas e angariar apoios diversos. Seja com a abertura de oportunidades para reinserção social e profissional dos beneficiários, seja com recursos para a viabilização das iniciativas que identifiquem oportunidades para a criação de políticas públicas, troca de experiências e oportunidades de desenvolvimento mútuo.

O Instituto Minas Pela Paz foi criado em 2007, pelos presidentes das empresas que integravam o conselho estratégico da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) – Algar, AngloGold Ashanti, ArcelorMittal, Cedro Têxtil, Cenibra, Fiat, Gerdau, Samarco, Sistema Fiemg, Usiminas e Vallourec. O objetivo do Instituto é o de contribuir para a melhoria do ambiente de desenvolvimento do Estado. Quando foi criado, o Instituto priorizou ações de apoio à melhoria da educação e da segurança pública. A missão do Instituto é promover a cultura de paz, por meio da inclusão social, tendo em vista a transformação na vida de pessoas socialmente vulneráveis.
Segundo Liliane Lana, os problemas sociais observados pelo Instituto são tão complexos, que dificilmente serão enfrentados isoladamente. “Entendemos que, ainda que seja desafiador, o nosso modus operandi passa pelo desafio de somar esforços, convergir interesses, definir responsabilidades de um grupo em prol de um resultado comum”. A intersetorialidade faz parte do DNA do Instituto Minas pela Paz, que se considera essencialmente articulador, buscando sempre organizações que possuam os mesmos valores e compartilham dos mesmos sonhos.
Na prática, o Instituto é uma organização do Terceiro Setor, financiada e gerida com o apoio do Segundo Setor, que atua em estreita parceria com o Primeiro Setor. Em cada estudo de projeto, quando são levantadas as necessidades, são verificados os atores essenciais para sua viabilização. A partir daí as propostas são apresentadas, com os resultados esperados, para alinhar expectativas e angariar apoios diversos. Seja com a abertura de oportunidades para reinserção social e profissional dos beneficiários, seja com recursos para a viabilização das iniciativas que identifiquem oportunidades para a criação de políticas públicas, troca de experiências e oportunidades de desenvolvimento mútuo.

 

O planejamento e a boa comunicação são habilidades imprescindíveis para quem se propõe a trabalhar intersetorialmente.

 

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Contribuição de Liliane Lana
Gestora de Desenvolvimento Social do Instituto Minas Pela Paz

 

“A intersetorialidade faz parte do DNA do Instituto Minas pela Paz”

 

Parceria com o poder público:
Secretaria de Estado de Defesa Social

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Informações de Daniela Tiffany Prado de Carvalho – Diretora de Inclusão Social de Egressos do Sistema Prisional (PrEsp/MG)
Em 2009 teve início a parceria da Secretaria de Estado de Defesa Social com o Minas Pela Paz.
O primeiro eixo discutido foi a defesa social e a segurança pública, liderado pelo Sr. Cledorvino Belini, presidente da FIAT e presidente do Minas pela Paz. A partir daí, a primeira parceria consolidada entre o Governo de Minas e o Minas Pela Paz foi a constituição do 181 Disque Denúncia Unificado.
Foram desenvolvidas outras ações, voltadas para a empregabilidade de apenados e egressos do sistema prisional e das Associações de Proteção e Assistência aos Condenados – APACs, que resultaram no projeto Regresso. Fez parte do projeto, a lei sugerida pelo Minas pela Paz (sancionada pelo governador) que prevê o pagamento de subvenção de dois salários mínimos por mês às empresas que contratem egressos do sistema prisional. Além disso, o projeto atua no desenvolvimento educacional e profissional dos atendidos.
Segundo Daniela, o grande objetivo deste projeto é de minimizar o preconceito em contratar ex-dententos,

já que suas trajetórias, enquanto egressos, são obstáculos para a sua reinserção social. “Nós entendemos que essa pessoa já cumpriu a pena ou está no estágio final, em prisão domiciliar ou livramento condicional, e a oportunidade de trabalho formal será fundamental para que ela consiga sustentar seus novos propósitos de vida”, reforça Daniela.
“Muitos são os desafios encontrados, sendo que um dos principais refere-se à abertura de postos de trabalho. Estamos em um momento econômico mais complicado este ano, com o advento da Copa do Mundo e das eleições no país, onde se percebe uma forte redução na atividade econômica, e consequente diminuição na oferta de vagas pelas empresas”, salientou. Nos anos anteriores havia intensa oferta de vagas, com muitos processos seletivos em curso.
A parceria da Secretaria Social com o Minas Pela Paz ajuda muito no amadurecimento do PrEsp. O Minas Pela Paz é um interlocutor importante entre o Estado, as empresas e a sociedade civil.

A parceria com o Minas Pela Paz permite ampliar a discussão da segurança pública para além da abrangência da Secretaria de Defesa Social e trazer outros atores que possam pensar em novas propostas. O desafio da segurança pública é muito complexo. Não vai e não pode ser solucionado utilizando-se apenas a lógica repressiva. Parcerias como essa são fundamentais, tanto para o poder público, como para a iniciativa privada e a própria sociedade civil, na busca e implantação de soluções. “Todos serão favorecidos, pois uma sociedade menos violenta impacta positivamente na vida de sua população e em seu próprio desenvolvimento”, diz Daniela. Assim promove-se um ciclo virtuoso quando se consegue criar alternativas de prevenção e enfrentamento da criminalidade, tende-se a ter mais desenvolvimento, maior geração de emprego e renda e maiores possibilidades na abordagem dos problemas na suas formas sistêmicas, contribuindo assim, para a criação coletiva de novas maneiras para se controlar e para se reduzir a violência.

 

“Todos serão favorecidos, pois uma sociedade menos violenta impacta positivamente na vida de sua população e em seu próprio desenvolvimento”

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Parceria com O Setor PRIVADO:
Artigo de Lilian Bernardes

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Coordenadora de Projetos Sociais da empresa Vina
A Vina conheceu o Instituto Minas Pela Paz e o Projeto Regresso em uma palestra realizada pelo sr. Enéas Alessandro S. Melo, gerente de Projetos do Minas Pela Paz, no Sindicato da Indústria da Construção Pesada no Estado de Minas Gerais – SICEPOT-MG. Após uma reunião entre o sr. Enéas Melo e a Vina, foi possível conhecer melhor o projeto e firmar a parceria.
Essa parceria foi firmada com o Projeto Regresso através do Termo de Compromisso 01/2012, com vigência de 17/09/2012 a 16/09/2014. Embora tenha sido formalizada em setembro de 2012, a parceria já havia sido efetivada em março de 2012, quando a Vina contratou quatro egressos encaminhados pelo Programa de Inclusão Social de Egressos do Sistema Prisional (PrEsp). Em 2013 foram contratados mais 26 egressos.
A Vina encerrou o contrato antes do término da vigência, em dezembro de 2013. A principal razão dessa antecipação foi o excesso de burocracia na prestação de contas com a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social (SEDESE). No segundo semestre de 2014, a Vina optou pela parceria informal com o Projeto Regresso, uma vez que a empresa já possuia um projeto de inclusão social, via mercado formal de trabalho, denominado Projeto Aracê. O Minas Pela Paz indica egressos para a seleção de vagas disponíveis na Vina, e os que são aprovados são contratados pelo Projeto Aracê.
A parceria com o Minas Pela Paz é muito produtiva, uma vez que o acompanhamento do PrEsp e da equipe do Minas Pela Paz permitem o bom andamento das contratações e permanência da equipe na empresa. Os egressos não apresentaram problemas distinos em relação aos problemas que a Vina já gerenciava com a equipe não egressa. Uma particularidade sobre os egressos é a rigidez no horário, pois alguns deles possuem horário para chegar em casa e quando havia necessidade de realização de horas extras, a Vina emitia uma declaração para o Juiz, informando tal necessidade.
Os resultados foram positivos para a empresa, — preenchendo todas as suas vagas — para o egresso — que teve a oportunidade de se inserir formalmente no mercado de trabalho — e para a sociedade, que é impactada com a diminuição da criminalidade, uma vez que esse egresso tem maiores chances de não retornar ao crime ao receber esta oportunidade de trabalho.
“Avalio positivamente as parcerias entre o poder público, a iniciativa privada e a sociedade civil organizada, pois quando são bem conduzidas, produzem projetos que geram impactos positivos na sociedade, minimizando os problemas sociais e trabalhando em cada setor a perspectiva da co-responsabilidade”, salienta Lilian Bernardes..

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Participação de Valdeci Antônio Ferreira (APAC)
Valdeci Antônio Ferreira é fundador da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (APAC) Itaúna e Diretor Executivo da Fraternidade Brasileira de Assistência aos Condenados (FBAC) – órgão que ampara e fiscaliza a metodologia das APACs em todo Brasil e assessora as APACs do exterior – e Membro do Conselho Consultivo CeMais.

O início da parceria da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (APAC) com o Instituto Minas Pela Paz se deu com o encontro do Presidente da FIAT e também presidente do Instituto, Sr. Cledorvino Belini, com o fundador da Associação. Na oportunidade, após longa exposição sobre a
metodologia apaqueana e acerca das dificuldades para a aplicação completa do método APAC3, o Sr. Cledorvino assumiu o compromisso de avaliar possibiidades de apoio e colaboração por parte do Instituto Minas Pela Paz ao projeto, de modo especial na capacitação profissional dos recuperandos e na mobilização das empresas localizadas no entorno das diversas APACs do estado de Minas Gerais.
Entre outras ações importantes, o Instituto Minas Pela
Paz viabiliza, através da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), a capacitação profissional dos recuperandos e a mobilização das empresas, para que instalem oficinas profissionalizantes dentro das APACs, e para que concedam empregos para os egressos. Além disso, o Instituto realiza o trabalho efetivo de divulgação da metodologia apaqueana.
Esta parceria promove vantagens imprescindíveis para a recuperação efetiva do egresso, munindo-o de meios para se sustentar através de sua profissão, permitindo que possa voltar a viver dignamente através de seu próprio esforço. Além disso é importante ressaltar que esta parceria aprimora o trabalho dos recuperandos do regime semiaberto, por tratar-se de um regime onde se busca a qualificação profissional.
Os resultados desta parceria têm sido magníficos! As APACs de Minas Gerais têm apresentado taxas de reincidência criminal abaixo de 10%. Outro resultado muito importante é a contínua inserção social dos ex-recuperandos, mais precisamente em relação ao mercado de trabalho, uma vez que eles são qualificados profissionalmente enquanto cumprem suas penas nas APACs. “Um dos nossos grandes desafios é romper as barreiras do preconceito do empresariado, para que admitam os recuperandos em seus quadros de funcionários. A parceria com o Minas Pela Paz tem sido fundamental para isso”, diz Valdeci.
Não é possível trabalhar sem parcerias e apoios fortes que sustentem as ações das APAC’s, pois o trabalho é complexo, árduo e difícil. Mas também é importante ressaltar que as APACs são um “meio” e não um “fim”, isto é, não adianta um método ser eficientemente cumprido, se não houver oportunidades para que os recuperandos sejam reinseridos na sociedade. Portanto, trabalhar em rede é fundamental.

3 – A aplicação completa do Método APAC consiste na administração do Centro de Reintegração Social sem o concurso da polícia civil ou militar, sem a presença de agentes penitenciários e considerando os 12 elementos fundamentais do Método, quais sejam: A participação da comunidade; Recuperando ajudando Recuperando; Trabalho; Assistência à Saúde; Assistência Jurídica; Valorização Humana; A Espiritualidade e a importância de se fazer a experiência com Deus; Família; o Educador Social e o curso para sua formação; Centro de Reintegração Social; Mérito e Jornada de Libertação com Cristo. 


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