Promover a inclusão social é o foco do Minas pela Paz

Recuperandos do sistema prisional de Minas Gerais têm nova chance com parceria entre Minas pela Paz e APAC

Das 48 Associações de Proteção e Assistência aos Condenados – APAC existentes em todo o Brasil, 39 estão instaladas em Minas Gerais. A parceria entre o Instituto Minas pela Paz e as APAC têm proporcionado que recuperandos do sistema prisional do Estado tenham uma nova chance na vida.

Articulação de parcerias e mobilização de pessoas: pontos fundamentais para a realização dos projetos do Minas pela Paz.

A primeira APAC foi criada há 45 anos, em São José dos Campos. Para a Organização das Nações Unidas – ONU – é o único modelo prisional que deu certo no Brasil, pois o índice de recuperação chega a 95% e não há registros de motim ou rebelião.

Duas iniciativas do Minas pela Paz, promovem o fortalecimento das APAC: Programa Regresso e Projeto Superando Fronteiras. O Programa Regresso oferta aos recuperandos formação educacional e qualificação profissional, visando à geração de trabalho e renda na promoção da cidadania. De 2009 a 2017, o Minas pela Paz, por meio do Sistema S (SESI, SENAI, SENAC), certificou 5.325 presos e contribuiu para que 1.187 fossem inseridos formalmente no mercado de trabalho.

A APAC de Inhapim, localizada no Vale do Rio Doce, já está colhendo frutos desse projeto. Já foram realizados os cursos de panificação, mecânica de motos e pedreiro de alvenaria. Os atuais recuperandos participaram da reforma da estrutura física da APAC e trabalham na padaria da unidade.

A expansão do sistema é uma maneira de reduzir o custo com os presos. Em Minas Gerais, por exemplo, um reeducando na APAC custa aos cofres públicos em torno mil reais, enquanto no regime comum o custo é aproximadamente dois mil. O projeto Superando Fronteiras, o terceiro financiado pela União Europeia, trabalha para a sistematização e expansão da metodologia APAC no país.

O Minas pela Paz ainda é responsável pelos 181 Disque Denúncia e Projeto Trampolim. Além disso, está em fase de pré-execução o Projeto Futebol Minas pela Paz. O 181 Disque Denúncia foi o primeiro projeto realizado. Em 10 anos, foram registradas 680 mil denúncias e é considerado um importante aliado no trabalho da Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros. “A população se engajou de forma exemplar. Essa atuação conjunta tem gerado resultados significativos para a sociedade”, ressalta Maurílio Pedrosa, gestor do Minas pela Paz.

O aumento do número de adolescentes na criminalidade é um dos grandes desafios das políticas de segurança pública e de assistência social. Desde 2012, o projeto Trampolim mobiliza diversos parceiros que atuam no sistema de atendimento socioeducativo. “Os jovens são encaminhados para as entidades profissionalizantes, que realizam uma etapa de capacitação inicial para o mercado de trabalho. Em seguida os profissionais acompanham os jovens em todas as etapas de seu processo seletivo e de inserção no mercado de trabalho, por meio a lei da aprendizagem”, explica Maurílio Pedrosa.

Articulação de parcerias e mobilização de pessoas: pontos fundamentais para a realização dos projetos do Minas pela Paz. “Isso porque entendemos que não há como dissociar cidadão, empresas e governos da sociedade: todos se relacionam de forma interdependente e a ação intersetorial é fundamental quando buscamos resultados concretos e perenes para os temas nos quais atuamos”, conclui.


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