Motivado pelo esporte

Carlos Eduardo Moreira tem 33 anos e joga na defesa do time Minas QuadRugby. Nascido em Contagem e criado em Belo Horizonte, Kadu, como é mais conhecido, teve o primeiro contato com o rugby em 2010. “Um conhecido do meu bairro me convidou para conhecer uma modalidade nova de esporte. Fiquei um pouco arredio no momento, mas fui ver e me apaixonei”, conta ele que teve a vida transformada por esse esporte, ainda tão pouco conhecido no Brasil.

Ele explica que a maior dificuldade que enfrenta é manter-se com um bom material, pois o rugby é um esporte caro e “atleta no Brasil não tem ajuda, se manter no esporte já é uma superação”. O que motiva Kadu é ver seu trabalho como atleta reconhecido e, para ele, isso aconteceu quando recebeu sua primeira convocação para a seleção brasileira. “Fomos campeões sul-americanos no Peru, o peso da camisa do Brasil e a medalha de ouro no peito, esse foi o momento que eu vi que tinha a chance de ser um grande atleta” relembra.

Kadu explica que o rugby hoje é primordial em sua vida. “Primeiro Deus e minha mãe, que é a minha maior torcedora e alicerce e, então, rugby, rugby, rugby!”, comenta e completa que seu maior sonho é participar de uma paraolimpíada. “Como atleta paralímpico, tenho o sonho de participar de uma olimpíada. Estou esperando minha oportunidade, será a minha coroação como atleta”, sonha Kadu.

Recentemente, o MinasQuadRugby, time de Kadu, conquistou de forma invicta o Campeonato Brasileiro de Rugby em Cadeira de Rodas, disputado no Espírito Santo.

Entenda o esporte

O rugby em cadeira de rodas ou quad-rugby foi criado no Canadá, no final dos anos 1970, como opção de desporto para pessoas com alto grau de deficiência. Em 1982 chegou aos Estados Unidos e se espalhou pelo mundo. Desde 2000, é oficialmente um esporte paralímpico, praticado em categoria mista, ou seja, no mesmo time jogam homens e mulheres.

O objetivo do jogo é ultrapassar com a posse da bola, entre os cones colocados na linha de fundo do campo adversário. Usam quadras com o mesmo tamanho oficial do basquete e bolas semelhantes ao voleibol.

Cada jogador recebe uma pontuação de acordo com o seu grau de deficiência, variando de 0.5 (maior deficiência) a 3.5 (menor deficiência). A pontuação de Kadu é 1.0. As equipes são formadas por quatro atletas e a soma da pontuação dos jogadores não pode ser maior do que oito pontos.


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