13º Encontro Nacional do Terceiro Setor – ENATS

Prefeito de BH marca presença na abertura do ENATS

Alexandre Kalil participou de um talk show e respondeu questões polêmicas sobre a cidade

A solenidade de abertura do 13º Encontro Nacional do Terceiro Setor – ENATS, conduzida pela Jornalista Inácia Soares, contou com a presença do prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil. “Sou um aprendiz do terceiro setor”, ressaltou o prefeito durante um talk show realizado pelos jornalistas Ethel Correa, Paulo Leite e Antonélio Souza.

Logo no início, o prefeito de BH disse que foi colocado no cargo para fazer algo pelo povo. “Quem conhece a pobreza da cidade muda. Quem não muda é porque não tem o mínimo de sensibilidade. O governar para quem precisa é uma frase minha, não tem nada de marqueteiro não”, falou, provocando risos dos participantes do evento que reuniu aproximadamente 800 pessoas nos dois dias.

Kalil disse que se não houver parceria com o terceiro setor, a cidade para. Segundo ele, a prefeitura tem um total de dois bilhões e 200 milhões de reais em convênios e isso é extremamente importante para a administração municipal. “Desde a maternidade Sofia Feldman até o cemitério, temos parceria. Fora as creches, escolas, outros hospitais. Ou seja, do nascimento até a morte de uma pessoa a parceria está presente”, ressaltou.

A jornalista Ethel Correa questionou que a Unidade de Educação Infantil – UMEI – não atende às demandas das famílias. O prefeito da capital afirma que, com apenas cinco meses de administração, o número de creches aumentou de 194 para 250 e que 7 mil crianças foram encaminhadas para as escolas do município. De acordo com ele, isso só foi possível racionalizando os gastos e convocando professores com concurso público. “Para ajudar quem precisa tem que ser rápido, ágil e sem burocracia. E, no caso do terceiro setor, o governante tem que ter coragem e encarar os obstáculos de frente”, afirmou.

Já Paulo Leite foi enfático ao abordar o assunto das dívidas sociais. Para ele, as ações são populistas, pouco práticas e não chegam onde devem chegar: na base do problema. Mais uma vez, o prefeito falou da burocracia e o que a prefeitura tem feito para reduzir essa parte e dialogar diretamente com a população. “Procuramos saber dos problemas de perto e tentamos resolver o mais rápido possível”. Alexandre Kalil contou de um episódio da pintura de uma creche. “A minha esposa foi até a creche que precisava ser pintada. Chegou lá, todas as tintas estavam compradas e o serviço parado. Falei com ela: vamos pintar e resolver. Se for preso, vamos os dois”, disse.

O jornalista Antonelio falou do alto número de famílias se instalando nas ruas da capital e a volta dos camelôs nas ruas, principalmente no centro da cidade. Estima-se, que cerca de 900 ambulantes ocupam a área central. Alexandre Kalil informou que os vendedores ambulantes foram retirados das ruas e serão encaminhados para uma feira, com dignidade e condições de trabalho. O local foi estudado pela prefeitura para abrigar parte dos ambulantes. “A copa do mundo foi um horror para Belo Horizonte. Famílias inteiras vieram para cá, com a promessa de trabalho. Acabou a copa e também o serviço. O que aconteceu? Essas pessoas têm que arrumar alguma forma de renda”, explicou.

Em julho deste ano, as ruas do Centro de BH tiveram fiscalização intensificada pelas Guarda Municipal e Polícia Militar, para impedir a ação dos ambulantes. Vagas em shopping populares foram disponibilizadas, por meio de sorteio. A ação faz parte da revitalização do hipercentro, estabelecida pela Prefeitura.

Em relação aos movimentos sociais, o prefeito disse que aprende muito com o trabalho realizado por essas pessoas. “A gente percebe que é possível fazer o bem, trabalhando de forma séria e legal”, concluiu.

“Sou um aprendiz do terceiro setor”

Alexandre Kalil


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